Pelado Real: referência no futebol feminino amador

Equipe fundada em SP conta atualmente com mais de 200 boleiras participantes

Por Kamila Ferreira

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Partida entre Pelado Real (de amarelo) e a Chute Inicial, escolinha de futebol do Corinthians. Foto: André Azevedo

Nos últimos anos, o futebol feminino cresceu consideravelmente. Como há muitas mulheres praticando a modalidade, clubes dentro e fora do Brasil estão montando e fortalecendo suas equipes para a disputa de campeonatos ao redor do mundo.

E foi em um desses grupos de boleiras que nasceu o Pelado Real Futebol e Arte. Foi criado com o intuito de reunir mulheres que gostam de futebol, mas que não tinham onde e com quem jogar. A equipe inicial tinha 20 garotas. Atualmente conta com mais de 200 inscritas.

Elas treinam e jogam em quadras localizadas nos bairros de Pinheiros, Pompeia, Santo Amaro e o mais conhecido, localizado no número 191 da Rua Baumann, na Vila Leopoldina. Bibi Martins, fundadora do Pelado Real, conta que, após uma das amigas pagar a mensalidade da academia, mas não ir nenhum dia, pensou em uma possibilidade de manter a forma física e, ao mesmo tempo, se divertir.

Misturando trabalho e diversão, o Pelado Real conseguiu uma parceria exclusiva com a Juventus de Turim para a criação de uma clínica de treinamento (temporária) só para meninas, assim como já acontece com os meninos. A iniciativa é inédita no mundo.

divulgação pelado real
Juventus de Turim convidando as meninas a participarem da Juventus Camp. Foto: Site Pelado Real

Quando o assunto é futebol feminino profissional, Bibi acredita que a modalidade melhorou muito, mas que o público precisa aprender a consumir, e para isso, o esporte precisa ser bem mais divulgado.

Sobre como a CBF cuida da modalidade, a entrevistada é contundente: deveria haver uma federação exclusiva para cuidar dos clubes e seleções. Ela também se mostrou favorável à Seleção Brasileira Permanente, que consiste em um grupo de jogadoras que treina boa parte do ano na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), visando os Jogos Olímpicos de 2016.

O tamanho das traves é outro ponto levantado pela entrevistada. Como os corpos feminino e masculino são diferentes, as goleiras raramente chegam à 1,80. Hope Solo, campeã mundial com os EUA em 2015, tem 1,75m, por exemplo. Devido à baixa estatura das atletas em relação às traves (7,32×2,44), gols de cobertura sairiam com muito mais frequência. Para Bibi, as traves deveriam sim ser adaptadas para elas.

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